O Natal de Port Clinton

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A cidade norte-americana de Port Clinton, no estado de Ohio, mostrou que o espírito de natal não aparece apenas perto do dia 25 de dezembro, eles decoraram as ruas e prepararam um natal antecipado para um garoto de 13 anos. Devin Kohlman tem um câncer agressivo no cérebro e desejava pela chegada da data. Para que seu desejo fosse realizado, dezenas de pessoas se reuniram perto da casa do garoto enquanto várias toneladas de gelo raspado foram usadas para imitar a neve. Uma árvore de Natal e luzes coloridas decoraram a cidade. Com chapéus de Papai Noel, alguns moradores se reuniram em frente à janela de Devin cantando canções natalinas e até um Papai Noel apareceu dirigindo uma moto .

O caso do natal antecipado promovido pelos habitantes da cidade americana correu o mundo através das manchetes de jornais e TVs, afinal, uma mobilização desse porte não é algo comum de se ver, especialmente numa sociedade onde as pessoas estão preocupadas consigo mesmas e dificilmente se importam com o bem estar dos outros.

O exemplo de Port Clinton faz pensar sobre um jeito de novo de comemorar o natal, que sugere a liberalidade para presentear com amor quem carece de atenção, a exemplo de Jesus Cristo, enviado por Deus à humanidade. Desta maneira, as demonstrações naturais nesta época seriam realocadas para outros períodos do ano, segundo a necessidade de quem delas precisasse. O natal aconteceria a despeito do calendário, sujeito a um compromisso de consideração e fraternidade, podendo ser transportado para a casa de um amigo que passasse por um grande problema ou para o desconforto de quem não tivesse condição adequada de vida. Quem sabe, o natal pudesse transitar por nossas vidas, por nossos dias, livremente, proporcionando conforto para o coração de quem sofre, ou para quem não tenha tempo para esperar o próximo dezembro chegar.

Então, celebraríamos o natal de uma nova maneira, através de ações de bondade, gratidão, respeito e fraternidade. Desta maneira, o natal seria, de fato, o Natal de Cristo, como no episódio de Port Clinton, segundo o exemplo do Jesus menino, pobre e desprovido de recursos que, mesmo assim, nasceu para oferecer clareza a quem vivia na obscuridade da tristeza, esperança a quem se sentia frustrado e amor a todos aqueles que estavam desprezados e sem reconhecimento.

Que Deus nos abençoe com o Natal de Cristo, e que nós também possamos abençoar as pessoas na promoção de natais enriquecidos de carinho e amor.

Rev. Nilson

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Published in: on dezembro 20, 2013 at 10:00 am  Deixe um comentário  

As estrelas do Natal

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Quando missionário em Tangará da Serra, no Mato Grosso, tive uma experiência inspiradora durante o período do advento. Nos três domingos que antecedem o Natal, ritualmente, durante as celebrações, a comunidade enfeitou uma grande árvore de Natal posta ao lado do altar. O diferencial da ornamentação foi que as estrelas foram produzidas de um lado coloridas e brilhantes e do outro, em papel branco, onde eram anotados, a cada culto, motivos pessoais. Em cada encontro, todos tinham oportunidade para escrever suas questões e levarem até a árvore. Lembro-me que no primeiro encontro os irmãos anotaram lembranças tristes do ano, no segundo, as boas recordações e, no último, os sonhos para o futuro.

Recordo de vivenciar momentos significativos na vida de quem participou. Nas tristezas, o lamento de perdas, frustrações, fracassos e angústias. Nas alegrias, a gratidão por conquistas, superações e vitórias. Nos sonhos, a esperança viva no olhar de cada um diante de desafios e novas possibilidades. Tudo estava lá, exposto numa mesma árvore. De um lado, o simbolismo da vida e de suas lutas, do outro, o brilho da estrela, contrastando com fragilidade da vida.

Aquela árvore trouxe um novo significado para o Natal daquela comunidade, pois mostrava a dicotomia da vida inspirada por Cristo que, se por um lado sugere a paz e a segurança, por outro, não nos isenta de momentos difíceis.

Jesus é aquele que vem para nos iluminar a despeito de qualquer dor ou tragédia. Ele não se retira, mantendo-se ao nosso lado sempre. Como as estrelas que enfeitaram a humilde árvore daquela pequena congregação, Jesus nos transmite luz, mesmo que concomitante às dificuldades e carências que venhamos ter. Basta que consigamos conceber uma fé crente, mesmo que sem paz, fiel, mesmo que sem garantias, presente, mesmo que sem perspectivas.

Que o Jesus do Natal nos ilumine sempre. Que tenhamos desprendimento para colorir nossa vida com Sua luz, que vivamos a dimensão de um Natal mágico, transcendente, e que “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guarde o nosso coração e a nossa mente ”, para que nos encontremos a cada dia com a alegria da vida e o prazer da esperança.

Rev. Nilson

Published in: on dezembro 18, 2013 at 9:20 am  Deixe um comentário