Stress hídrico

soja
Pra quem nasceu no norte do Paraná, não há nada de estranho em ver imensas plantações de soja. Todo ano, quando é final de setembro, começo de outubro, é comum ouvir o alarido de tratores e máquinas agrícolas que, quase sempre, viajam em pequenos comboios nos acostamentos da estrada. É um tempo de muito trabalho para quem é agricultor, afinal, o bom resultado da safra representa prosperidade para o campo e para a cidade.

Existem duas formas de plantio. A que se prepara o solo com arados e grades niveladoras, chamada de plantio convencional e a que se planta diretamente sobre a palha, o restolho da cultura anterior, chamada de plantio direto. Esta última é mais moderna, além de ser, teoricamente, mais fácil, pois não há necessidade dos longos períodos de revolvimento da terra. Quando se faz plantio direto, além das sementes terem mais proteção, por conta da palha, existe a vantagem de se conservar umidade por mais tempo, já que o sol não atinge diretamente a terra.

A cultura da soja é muito importante para o país, e só quem conhece de perto a agricultura sabe como é um negócio arriscado. Além dos riscos normais de plantio, por acertos que variam na profundidade da semente, na quantidade correta de adubação ou no manejo de ervas daninhas, existe o risco climático. Se não chove bem, pouco depois do plantio, a cultura pode ser comprometida em sua produção.

Mas existe algo interessante neste processo todo. Há um benefício para a plantação quando ela passa por estiagem em momento certo. Na primeira fase, até uns 25 dias, a planta desenvolve seu sistema radicular e, desde que haja umidade suficiente para uma boa germinação, é até benéfico ocorrer o que os especialistas chamam de “stress hídrico”, já que isto motiva um maior desenvolvimento/aprofundamento do sistema radicular. A planta sofre um pouco em seu aspecto aéreo – folhas – contudo, desenvolve-se mais em sua estrutura, pois, aprofundando suas raízes, normalmente, encontra mais água.

O resultado disso é que, quando se normalizam as chuvas, ela tem maior potencial de desenvolvimento, pois tem raízes mais fundas, estando mais preparada para produzir.

Ao contrário, quando existe fartura de água – chuvas – no período de desenvolvimento das raízes, a planta não tem porquê aprofundar… a umidade está acessível e, por ironia, as plantas se formam com maior fragilidade e menor potencial de produção.

Talvez possamos, a partir da imagem da plantação de soja, criar uma alegoria sobre nossa própria vida, relembrando nossos momentos de stress, quando passamos por períodos áridos, sem sabor, sem perspectiva e sem sorriso… horas que gostaríamos de esquecer. São ocasiões de sofrimento que remetem à perdas e frustrações. Normalmente não vemos nenhum ganho nestes eventos, mas podemos estar equivocados.

Assim como na agricultura, a vida é um composto de chuvas e estiagens que se revezam, alternando nosso ânimo e esperança. Hora acreditamos que teremos boas colheitas, hora amargamos a desesperança de frustrações.

Mas, como as plantas, podemos ter ganhos em tempos de estiagem, fortalecendo ainda mais nossa capacidade de criação, nossa perspicácia e, especialmente, nossa fé. Sem fé, é impossível viver, mas para adquirir fé, é preciso passar por estações de escassez. Sem fé, dificilmente superamos os stresses da vida, mas, sem stress, dificilmente obtemos fé. Grandes colheitas têm seu preço e nem sempre são provenientes de sucessos permanentes. Existem boas colheitas em campos que passaram por longas estiagens.

Que possamos crescer em fé nos momentos de dificuldade, preparando-nos para as boas colheitas da vida.

Rev. Nilson

Published in: on setembro 21, 2009 at 11:11 am  Comments (1)  

Sorria, você não está sendo filmado

sorria

O sorriso tem sido tema de pesquisa em diversas áreas da ciência e as descobertas têm sido cada vez mais surpreendentes . Entre outros benefícios, já se sabe que um bom sorriso previne doenças, já que acelera a respiração, os batimentos cardíacos. Segundo especialistas da área, “após uma gargalhada a respiração se torna mais profunda, o que contribui para a redução da tensão arterial e uma melhor oxigenação do sangue.

Além de causar mais empatia entre as pessoas, o sorriso estimula o cérebro, colocando ambos hemisférios cerebrais em ação, libertando a mente da tensão e stress psicológico, tornando-a mais desperta para o que a rodeia, auxiliando na retenção de informações.

O riso rejuvenesce, pois reduz a ansiedade e funciona, segundo os especialistas, como um poderoso “anti-idade”. “Uma gargalhada frequente pode rejuvenescer entre 1,7 e oito anos”, é o que defende Michael Roizen e Mehmet Oz, autores de “You – Manual de Instruções”.Segundo Yoji Kimura, professor japonês que criou um aparelho para medir o riso, “rir é vital para o ser-humano, funcionando como o comando ‘reiniciar’ no computador. Além disso, exercita o corpo, fortalecendo pontos do organismo, como o diafragma e a zona abdominal.

Apesar de todo o benefício, há quem resista ao riso, de si mesmo e dos outros, optando pela seriedade estética e o rigor emocional. Mas, com frequência, as pessoas sisudas têm sido preteridas pelas mais simpáticas e, em várias situações, se prejudicam.

O dramático disso, é que o sorriso nem sempre é possível. Em certas situações, ele não flui do íntimo, por mais que se queira. Sorrir é mais que um desejo, é um estado íntimo de leveza e bem-estar. Então, nascem os novos tipos de sorriso… o patético, o irônico, o comercial, o artístico… na verdade, encenações que se tornam necessárias para vender mais, conquistar espaços, projetar a própria imagem.

Mas o sorriso que faz bem é o sorriso natural, espontâneo. Assim, é preciso mais que sorrir, é necessário ter alegria, a alegria que faz sorrir. O curioso é que, para a maioria das pessoas, este sentimento só existe diante de um grande acontecimento, ou de um estado de realização. Por isso, muitas pessoas não se alegram, não sorriem, e não se realizam.

Porém, a alegria também pode ser entendida como opção! Há quem queira se alegrar! Há quem queira sorrir e, descubra, em meio aos obstáculos do cotidiano, motivos para se entregar a este sentimento. A Bíblia está repleta de advertências para que seus leitores se alegrem. Nas mais diversas formas de tradução, encontramos aproximadamente cinquenta recomendações destas. E o detalhe importante disso é percebermos que estes textos têm uma conotação quase que imperativa, como: alegrai-vos, alegrem-se, alegre-se ou alegrai.
Para se ter idéia da importância desse tema nas escrituras, a palavra ‘alegria’, é mencionada, em todo o texto sagrado , pelo menos, 150 vezes e alguns textos fazem da alegria um ponto central para a possibilidade de viver, como é o caso de Neemias 8.10 que adverte: “… não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força.”.

Lembremos assim, da necessidade que temos em encontrar motivos de alegria e sorriso. Um acontecimento, um aniversário, um filho, um amor, um fato engraçado. Rir é bom… alegrar-se é melhor ainda. Bom para a saúde, bom para o espírito, bom para a vida.

Rev. Nilson.

Published in: on setembro 1, 2009 at 12:34 pm  Deixe um comentário