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	<title>rev. nilson da silva júnior</title>
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	<description>pensando em Deus, Vida, Ética e Religião...</description>
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		<title>rev. nilson da silva júnior</title>
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		<title>Eu vi uma bíblia do Corinthians!</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 00:08:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Foi essa frase que ouvi de um menininho com aproximadamente quatro anos, dentro de uma livraria, outro dia desses. 
Ele gritou alto, por isso, chamou minha atenção. Quando aquelas palavras ecoaram perto de mim, fiquei apavorado pensando onde foi que chegamos em nossa religiosidade&#8230; lembrei de ter visto pela televisão, várias propagandas de ‘bíblias específicas’, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=revnilsonjr.wordpress.com&blog=649764&post=386&subd=revnilsonjr&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://revnilsonjr.files.wordpress.com/2009/10/corinthians.jpg?w=497&#038;h=372" alt="corinthians" title="corinthians" width="497" height="372" class="aligncenter size-full wp-image-387" /></p>
<p>Foi essa frase que ouvi de um menininho com aproximadamente quatro anos, dentro de uma livraria, outro dia desses. </p>
<p>Ele gritou alto, por isso, chamou minha atenção. Quando aquelas palavras ecoaram perto de mim, fiquei apavorado pensando onde foi que chegamos em nossa religiosidade&#8230; lembrei de ter visto pela televisão, várias propagandas de ‘bíblias específicas’, do tipo: ‘bíblia da mulher de Deus’; ‘bíblia do homem de Deus’; ‘bíblia para assuntos financeiros’; ‘bíblia para sucesso empresarial’; ‘bíblia para guerra espiritual’. Lembrei também que uma vez vi uma bíblia que trazia na capa o rosto de uma ‘artista gospel’. Tudo isso me amargurou muito.</p>
<p>Mas bíblia de time! Isto foi demais. Imaginei: agora todos os times começarão a publicar suas bíblias&#8230; e a gente vai ter confusão dentro das igrejas por conta de um ver a bíblia do outro.</p>
<p>Mas para meu alívio, quando o pai do menino correu para ver a tal bíblia – o que acompanhei de longe, atentamente – era uma agenda do Corinthians. Ufa! Que susto.</p>
<p>Mas aquele ‘incidente’ não pode ficar impune, sem uma reflexão maior&#8230; mesmo porque existem, realmente, bíblias específicas, de assuntos variados, com notas de roda pé, com interpretações teológicas próprias para esse ou aquele seguimento religioso. </p>
<p>A bíblia não é mais única. Agora ela tem nome, cor denominacional&#8230; tornou-se propriedade de um e de outro&#8230; tornou-se diversa. E numa análise mais aprofundada, podemos concluir que, assim como a bíblia, Deus também tem sido apropriado, amoldado segundo as diversas tendências da religião moderna. Existe ‘Deus’ pra todo gosto, forma e vontade.</p>
<p>Fico assustado quando me deparo com pregadores que dizem o que Deus vai fazer hoje, amanhã, daqui uma semana&#8230; e mais apavorado ainda quando ouço alguém atribuir ao Poderoso alguma coisa que foi ele mesmo quem fez&#8230; são sinais do tempo? Acho que são&#8230; sinais que mostram bem o mundo que vivemos&#8230; um mundo que trabalha na lógica do reducionismo, restringindo as coisas ao seu pequenino mundo, fazendo tudo girar em volta de seu ego e colocando-se como centro de todas as atenções.</p>
<p>Não tenho nada contra os times de futebol, mas temo que um dia desses, realmente, veremos por aí uma ‘bíblia do Corinthians’, outra do Palmeiras, do São Paulo, e por aí vai. Porque as pessoas têm desenvolvido ao longo do tempo, uma necessidade urgente em se sentirem valorizadas em sua identidade, transformando tudo que é seu em algo que seja melhor que o do outro, exterminando, pouco a pouco, com a lógica cristã, que orbita, sempre, no entorno do comum, do igual.</p>
<p>Imagino como ficará o mundo quando esse novo cristianismo, enfim, tirar do texto sagrado a afirmação de Efésios 4: “&#8230; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.” Certamente, viveremos o caos completo da humanidade.</p>
<p>Quem sabe ainda não haja tempo de revertermos esse mal e não esteja em nós a capacidade de olharmos para as pessoas que estão em volta na compreensão de que somos iguais em muitas coisas e que nossas igualdades são um bom motivo para nos unirmos em esperanças, sonhos e ações&#8230; transformando o mundo em que vivemos – empresa, família, grupo de amigos – num lugar possível para a felicidade!</p>
<p>Rev. Nilson.</p>
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		<title>Stress hídrico</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 11:11:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>revnilsonjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Pra quem nasceu no norte do Paraná, não há nada de estranho em ver imensas plantações de soja. Todo ano, quando é final de setembro, começo de outubro, é comum ouvir o alarido de tratores e máquinas agrícolas que, quase sempre, viajam em pequenos comboios nos acostamentos da estrada. É um tempo de muito trabalho [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=revnilsonjr.wordpress.com&blog=649764&post=383&subd=revnilsonjr&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://revnilsonjr.files.wordpress.com/2009/09/soja.jpg?w=496&#038;h=372" alt="soja" title="soja" width="496" height="372" class="aligncenter size-full wp-image-384" /><br />
Pra quem nasceu no norte do Paraná, não há nada de estranho em ver imensas plantações de soja. Todo ano, quando é final de setembro, começo de outubro, é comum ouvir o alarido de tratores e máquinas agrícolas que, quase sempre, viajam em pequenos comboios nos acostamentos da estrada. É um tempo de muito trabalho para quem é agricultor, afinal, o bom resultado da safra representa prosperidade para o campo e para a cidade.</p>
<p>Existem duas formas de plantio. A que se prepara o solo com arados e grades niveladoras, chamada de plantio convencional e a que se planta diretamente sobre a palha, o restolho da cultura anterior, chamada de plantio direto. Esta última é mais moderna, além de ser, teoricamente, mais fácil, pois não há necessidade dos longos períodos de revolvimento da terra. Quando se faz plantio direto, além das sementes terem mais proteção, por conta da palha, existe a vantagem de se conservar umidade por mais tempo, já que o sol não atinge diretamente a terra.</p>
<p>A cultura da soja é muito importante para o país, e só quem conhece de perto a agricultura sabe como é um negócio arriscado. Além dos riscos normais de plantio, por acertos que variam na profundidade da semente, na quantidade correta de adubação ou no manejo de ervas daninhas, existe o risco climático. Se não chove bem, pouco depois do plantio, a cultura pode ser comprometida em sua produção.</p>
<p>Mas existe algo interessante neste processo todo. Há um benefício para a plantação quando ela passa por estiagem em momento certo. Na primeira fase, até uns 25 dias, a planta desenvolve seu sistema radicular e, desde que haja umidade suficiente para uma boa germinação, é até benéfico ocorrer o que os especialistas chamam de “stress hídrico”, já que isto motiva um maior desenvolvimento/aprofundamento do sistema radicular. A planta sofre um pouco em seu aspecto aéreo – folhas – contudo, desenvolve-se mais em sua estrutura, pois, aprofundando suas raízes, normalmente, encontra mais água.</p>
<p>O resultado disso é que, quando se normalizam as chuvas, ela tem maior potencial de desenvolvimento, pois tem raízes mais fundas, estando mais preparada para produzir. </p>
<p>Ao contrário, quando existe fartura de água – chuvas – no período de desenvolvimento das raízes, a planta não tem porquê aprofundar&#8230; a umidade está acessível e, por ironia, as plantas se formam com maior fragilidade e menor potencial de produção. </p>
<p>Talvez possamos, a partir da imagem da plantação de soja, criar uma alegoria sobre nossa própria vida, relembrando nossos momentos de stress, quando passamos por períodos áridos, sem sabor, sem perspectiva e sem sorriso&#8230; horas que gostaríamos de esquecer. São ocasiões de sofrimento que remetem à perdas e frustrações. Normalmente não vemos nenhum ganho nestes eventos, mas podemos estar equivocados.</p>
<p>Assim como na agricultura, a vida é um composto de chuvas e estiagens que se revezam, alternando nosso ânimo e esperança. Hora acreditamos que teremos boas colheitas, hora amargamos a desesperança de frustrações. </p>
<p>Mas, como as plantas, podemos ter ganhos em tempos de estiagem, fortalecendo ainda mais nossa capacidade de criação, nossa perspicácia e, especialmente, nossa fé. Sem fé, é impossível viver, mas para adquirir fé, é preciso passar por estações de escassez. Sem fé, dificilmente superamos os stresses da vida, mas, sem stress, dificilmente obtemos fé. Grandes colheitas têm seu preço e nem sempre são provenientes de sucessos permanentes. Existem boas colheitas em campos  que passaram por longas estiagens. </p>
<p>Que possamos crescer em fé nos momentos de dificuldade, preparando-nos para as boas colheitas da vida.</p>
<p>Rev. Nilson</p>
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		<title>Sorria, você não está sendo filmado</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 12:34:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
O sorriso tem sido tema de pesquisa em diversas áreas da ciência e as descobertas têm sido cada vez mais surpreendentes . Entre outros benefícios, já se sabe que um bom sorriso previne doenças, já que acelera a respiração, os batimentos cardíacos. Segundo especialistas da área, “após uma gargalhada a respiração se torna mais profunda, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=revnilsonjr.wordpress.com&blog=649764&post=380&subd=revnilsonjr&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://revnilsonjr.files.wordpress.com/2009/09/sorria.jpg?w=400&#038;h=264" alt="sorria" title="sorria" width="400" height="264" class="aligncenter size-full wp-image-381" /></p>
<p>O sorriso tem sido tema de pesquisa em diversas áreas da ciência e as descobertas têm sido cada vez mais surpreendentes . Entre outros benefícios, já se sabe que um bom sorriso previne doenças, já que acelera a respiração, os batimentos cardíacos. Segundo especialistas da área, “após uma gargalhada a respiração se torna mais profunda, o que contribui para a redução da tensão arterial e uma melhor oxigenação do sangue.</p>
<p>Além de causar mais empatia entre as pessoas, o sorriso estimula o cérebro, colocando ambos hemisférios cerebrais em ação, libertando a mente da tensão e stress psicológico, tornando-a mais desperta para o que a rodeia, auxiliando na retenção de informações.</p>
<p>O riso rejuvenesce, pois reduz a ansiedade e funciona, segundo os especialistas, como um poderoso “anti-idade”. “Uma gargalhada frequente pode rejuvenescer entre 1,7 e oito anos”, é o que defende Michael Roizen e Mehmet Oz, autores de “You – Manual de Instruções”.Segundo Yoji Kimura, professor japonês que criou um aparelho para medir o riso, “rir é vital para o ser-humano, funcionando como o comando ‘reiniciar’ no computador. Além disso, exercita o corpo, fortalecendo pontos do organismo, como o diafragma e a zona abdominal. </p>
<p>Apesar de todo o benefício, há quem resista ao riso, de si mesmo e dos outros, optando pela seriedade estética e o rigor emocional. Mas, com frequência, as pessoas sisudas têm sido preteridas pelas mais simpáticas e, em várias situações, se prejudicam.</p>
<p>O dramático disso, é que o sorriso nem sempre é possível. Em certas situações, ele não flui do íntimo, por mais que se queira. Sorrir é mais que um desejo, é um estado íntimo de leveza e bem-estar. Então, nascem os novos tipos de sorriso&#8230; o patético, o irônico, o comercial, o artístico&#8230; na verdade, encenações que se tornam necessárias para vender mais, conquistar espaços, projetar a própria imagem.</p>
<p>Mas o sorriso que faz bem é o sorriso natural, espontâneo. Assim, é preciso mais que sorrir, é necessário ter alegria, a alegria que faz sorrir. O curioso é que, para a maioria das pessoas, este sentimento só existe diante de um grande acontecimento, ou de um estado de realização. Por isso, muitas pessoas não se alegram, não sorriem, e não se realizam.</p>
<p>Porém, a alegria também pode ser entendida como opção! Há quem queira se alegrar! Há quem queira sorrir e, descubra, em meio aos obstáculos do cotidiano, motivos para se entregar a este sentimento. A Bíblia está repleta de advertências para que seus leitores se alegrem. Nas mais diversas formas de tradução, encontramos aproximadamente cinquenta recomendações destas. E o detalhe importante disso é percebermos que estes textos têm uma conotação quase que imperativa, como: alegrai-vos, alegrem-se, alegre-se ou alegrai.<br />
Para se ter idéia da importância desse tema nas escrituras, a palavra ‘alegria’, é mencionada, em todo o texto sagrado , pelo menos, 150 vezes e alguns textos fazem da alegria um ponto central para a possibilidade de viver, como é o caso de Neemias 8.10 que adverte: “&#8230; não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força.”.</p>
<p>Lembremos assim, da necessidade que temos em encontrar motivos de alegria e sorriso. Um acontecimento, um aniversário, um filho, um amor, um fato engraçado. Rir é bom&#8230; alegrar-se é melhor ainda. Bom para a saúde, bom para o espírito, bom para a vida. </p>
<p>Rev. Nilson.</p>
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		<title>Pandemia</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 14:12:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>revnilsonjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma pandemia (do grego παν [pan = tudo/ todo(s)] + δήμος [demos = povo]) é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada em uma grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta. Uma doença ou condição, não pode ser considerada uma pandemia somente por estar difundido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=revnilsonjr.wordpress.com&blog=649764&post=377&subd=revnilsonjr&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://revnilsonjr.files.wordpress.com/2009/08/pandemia.gif?w=400&#038;h=323" alt="Pandemia" title="Pandemia" width="400" height="323" class="aligncenter size-full wp-image-378" /></p>
<p>Uma pandemia (do grego παν [pan = tudo/ todo(s)] + δήμος [demos = povo]) é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada em uma grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta. Uma doença ou condição, não pode ser considerada uma pandemia somente por estar difundido ou matar um grande número de pessoas, deve haver também uma característica relacionada ao seu potencial infeccioso. Por exemplo, câncer é responsável por um número grande de mortes, mas não é considerada uma pandemia porque a doença não é contagiosa (embora certas causas de alguns tipos de câncer possam ser).</p>
<p>Já aconteceram várias pandemias significativas na história da humanidade, como a gripe e a tuberculose. Algumas epidemias foram tão intensas que quase chegaram a aniquilar cidades inteiras. Dentre elas, a chamada Peste do Egito (430 a.C.) que na verdade se tratava da febre tifóide e matou um quarto das tropas atenienses e um quarto da população da cidade durante a Guerra do Peloponeso;  a Praga de Antonine (165–180) &#8211; possivelmente causada pela varíola trazida próximo ao Leste; matou um quarto dos infectados. Cinco milhões no total; a Peste de Justiniano (541), sendo a primeira contaminação registrada de peste bubônica, que matou 10.000 pessoas por dia, atingindo 40% dos habitantes da cidade. Foi eliminada até um quarto da população do oriente médio. </p>
<p>A &#8220;primeira&#8221; pandemia de gripe surgiu na África em 1510 e se espalhou pela Europa, e, poteriormente, o mundo foi surpreendido com outras três, a Gripe Asiática (1889–1890),  causada pelo subtipo H2N8 do vírus influenza produzindo uma taxa de mortalidade muito alta; a Gripe espanhola (1918–1919), atingindo todos os continentes, extraordinariamente mortal e violenta, matando em seis meses 25 milhões de pessoas; a Gripe asiática (1957–1958) &#8211; o vírus H2N2 que causou aproximadamente 70.000 mortes, somente nos Estados Unidos e agora, a Gripe suína que refere-se à gripe causada pelas estirpes de vírus da gripe, chamadas vírus da gripe suína, que habitualmente infectam porcos, onde são endêmicas. Em 2009 todas estas estirpes são encontradas no vírus da gripe C e nos subtipos do vírus da gripe A. também conhecida como Influenza A H1N1. </p>
<p>Desde o aparecimento dessa nova moléstia, nossa crise como população, tem sido contada diariamente. Até quinta-feira passada, somente no Brasil, as mortes chegavam a 275 e, presume-se, que estes dados sejam bem inferiores à realidade, uma vez que os diagnósticos só podem ser oficializados com um exame que demora dias para ser concluído. </p>
<p>O burbúdio da nova gripe, transformada em pandemia, faz refletir sobre morte e vida. Com exemplos tão agressivos como o caso da menina Jaqueline Ruas, de 15 anos, que morreu dentro do avião que a trazia de uma sonhada viagem de férias, somos convidados, pelo bom senso, a parar e pensar que a vida precisa de atenção.</p>
<p>Recorrendo a um exame de consciência e saúde, podemos constatar outras epidemias, pandemias, que também nos matam diariamente&#8230; vestidas de segredo e discrição, moléstias da alma e da emoção humana desencadeiam quadros tão mortais como as bactérias que nos ameaçam o corpo físico. Sentimentos como soberba, presunção, ambição, altivez, tem um grau de destruição bastante próximo aos que estamos vendo nos telejornais.</p>
<p>A diferença é que nas enfermidades emocionais, as pessoas mantem a aperência, sorriem, brincam, sem dar a perceber que padecem e morrem em suas dores, angústias e frustrações. Uns, agem como as bactérias, como agentes das molestias, outros, como infectados, no sofrimento mórbito.</p>
<p>O curioso é lembrarmos de Cristo e de suas palavras, que são vida, resposta e cura para esses dramas e, especialmente, dos procedimentos receitados por ele para evitar as pandemias do sentimento. Para Jesus, precisamos, ao contrário do que fazemos para evitar a influenza, “tirar as máscaras”, deixando à vista nosso rosto, nossa aparência, nossa verdade. Na mesma proporção, contrariando o que se faz na vida fisica, não podemos “lavar as mãos” diante de quem ameaça e de quem é ameaçado&#8230; e mais, inversamente do que temos feito, é preciso “tocar as pessoas”, “ficar próximo”, sair de casa, entrar no meio da multidão, participar de reuniões, estar no meio do povo. Para Jesus, no caso das pandemias da alma, a proximidade e o comprometimento é que trazem cura.</p>
<p>Que tenhamos vida abundante&#8230; física, emocional, espiritual. Que tenhamos atenção para os vários tipos de morte que nos assediam. Que tenhamos estratégias de vida e de paz.</p>
<p>Rev. Nilson.</p>
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		<title>As flores do caminho</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 23:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>revnilsonjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Estrada da Graciosa, como é conhecida a Rodovia PR-410, é uma estrada pertencente ao governo do Paraná que utiliza a antiga rota dos tropeiros em direção ao litoral do Estado, interligando Curitiba às cidades de Antonina e Morretes.
A estrada atravessa o trecho mais preservado de Mata Atlântica do Brasil, marcado pela mata tropical e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=revnilsonjr.wordpress.com&blog=649764&post=372&subd=revnilsonjr&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://revnilsonjr.files.wordpress.com/2009/08/graciosa.jpg?w=496&#038;h=330" alt="GRACIOSA" title="GRACIOSA" width="496" height="330" class="aligncenter size-full wp-image-373" /></p>
<p>A Estrada da Graciosa, como é conhecida a Rodovia PR-410, é uma estrada pertencente ao governo do Paraná que utiliza a antiga rota dos tropeiros em direção ao litoral do Estado, interligando Curitiba às cidades de Antonina e Morretes.</p>
<p>A estrada atravessa o trecho mais preservado de Mata Atlântica do Brasil, marcado pela mata tropical e pelos belos riachos que nascem na Serra do Mar. Por isso, em 1993, parte do trecho da Serra foi declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Na região, existem dois importantes parques estaduais: o Parque Estadual da Graciosa e o Parque Estadual Roberto Ribas Lange.</p>
<p>Datam do início do século XVIII as primeiras notícias sobre a pioneira Trilha da Graciosa, que deu origem ao trajeto. As obras de construção da estrada foram concluídas em 1873, tendo sido iniciadas logo após a criação da Província do Paraná, por ordem do seu primeiro presidente, Zacarias de Góis Vasconcelos. </p>
<p>Até a metade do século XX, a Estrada da Graciosa permaneceu como única estrada pavimentada do Estado, sendo importante rota de escoamento da produção agrícola (café, erva-mate e madeira) do Paraná rumo ao Porto de Paranaguá e ao Porto de Antonina .</p>
<p>Foi por lá que eu e minha família viajamos algumas vezes em direção ao litoral paranaense, o que é um privilégio para os olhos. Desde que se passa pelo portal que inicia a rodovia, se começa ter a certeza de que aquele é um lugar lindo. As montanhas, o clima, tudo inspira uma experiência especial para a vida. </p>
<p>É certo que a estrada, em si, é bem perigosa&#8230; a sinuosidade e a pavimentação são detalhes bem diferentes para quem está acostumado às vias modernas, afinal, parte da estrada foi calçada artesanalmente com pedra e apesar do trabalho primoroso, não se contava, na época do calçamento, com a tecnologia que temos hoje, capaz de fazer com que os automóveis se mantenham seguros no caminho.</p>
<p>Para se ter uma idéia, existe um posto da polícia rodoviária no início da estrada que fecha o trajeto diante de qualquer sinal de chuva. O ladrilho molhado representa um risco terrível. Desta maneira, a beleza do caminho é uma compensação pelo perigo que suas curvas reservam para quem nele se aventura.</p>
<p>A vegetação é magnífica&#8230; existem flores que ladeiam todo o percurso, árvores centenárias e belezas que se mostram nas cachoeiras, cascatas, riachos e abismos impressionantes. Apesar da tensão, pelo que se exige de cuidado de quem viaja, o encanto do local dá lugar a um sem fim de emoções e surprezas.</p>
<p>Aquele monumento que está encravado no coração da Mata Atlântica faz pensar sobre os contextos da vida, que já foi comparada a uma estrada&#8230; situações que nos levam por caminhos tênues, que nos deixam apreensivos e sem saber como caminhar&#8230; momentos que exigem toda nossa atenção e cuidado e nos provocam a andar por lugares inseguros, que não se sabe como terminam. Seja na projeção de nosso futuro, ou nas incertezas que nos assolam, as estradas que surgem diante de nós, sem que queiramos, são processos difíceis, mas necessários à nossa continuidade, o que, quase sempre, nos apavora.</p>
<p>O que dificilmente notamos, são as flores do caminho, que, normalmente, acompanham nossa apreensão&#8230; e percebê-las, muito nos ajudaria a contrabalancear nossa emoção, fazendo de nossos desafios, situações mais cômodas.</p>
<p>Isto tudo nos faz lembrar do texto bíblico (1 Cor. 10.13) ao lembrar que “&#8230;Deus é fiel e não permitirá que seja(mos) tentados além das (nossas) forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, (nos) proverá livramento, de sorte que a possa(mos) suportar”. Esta afirmação parece ter relação com as belezas que enfeitam a estrada perigosa, como que num contraponto ao perigo iminente. </p>
<p>Fazendo crer que sempre haverá flores para ornamentar os caminhos mais difíceis e belezas inexplicáveis para consolar a emoção&#8230; basta olharmos ao lado de nossas dificuldades e contemplar com outros enfoques os problemas dos trajetos que nos guiam pela vida.</p>
<p>Rev. Nilson.</p>
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		<title>Os diamantes não são eternos</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 13:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>revnilsonjr</dc:creator>
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Quando se fala em vida, logo se pensa nessa finitude física que se vive&#8230; mas vida, é mais do que limites, tempos e histórias.
A beleza da existência está além do que se tem e do que se faz, ou fez&#8230; porque a vida essencial se esconde nos vãos da alma, no contratempo das palavras, nas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=revnilsonjr.wordpress.com&blog=649764&post=368&subd=revnilsonjr&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://revnilsonjr.files.wordpress.com/2009/07/tio-nelson.jpg?w=496&#038;h=538" alt="tio nelson" title="tio nelson" width="496" height="538" class="aligncenter size-full wp-image-369" /></p>
<p>Quando se fala em vida, logo se pensa nessa finitude física que se vive&#8230; mas vida, é mais do que limites, tempos e histórias.<br />
A beleza da existência está além do que se tem e do que se faz, ou fez&#8230; porque a vida essencial se esconde nos vãos da alma, no contratempo das palavras, nas fagulhas de olhares e gestos.<br />
Mesmo que seja eterna, ela é sempre pequena, porque nos tolhe, em algum momento, da presença, do afago.<br />
Existirão, sempre, histórias não contadas, sorrisos não ridos, ternuras não vividas, momentos não sentidos&#8230;<br />
Haverá sempre uma sensação de vazio&#8230; de quem vai e de quem fica&#8230; pois não há tempo suficiente para abranger totalmente sentimentos como amizade e bem querer.<br />
O triste é redescobrir que as jóias que tanto nos enriquecem a vida não são eternas.</p>
<p>Rev. Nilson</p>
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		<title>Nem demais, nem de menos.</title>
		<link>http://revnilsonjr.wordpress.com/2009/06/23/nem-demais-nem-de-menos/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 13:32:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>revnilsonjr</dc:creator>
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Já se disse que tudo que é demais faz mal. Gostaria de dizer que tudo que é de menos, também. 
Num dia desses, o Jornal Hoje, da Rede Globo, fez uma reportagem mostrando que a dose correta de cálcio, pode reduzir a gordura do abdômen e, para a minha surpreza, a matéria apresentou uma senhora [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=revnilsonjr.wordpress.com&blog=649764&post=365&subd=revnilsonjr&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://revnilsonjr.files.wordpress.com/2009/06/balanca.jpg?w=300&#038;h=262" alt="balança" title="balança" width="300" height="262" class="aligncenter size-full wp-image-366" /></p>
<p>Já se disse que tudo que é demais faz mal. Gostaria de dizer que tudo que é de menos, também. </p>
<p>Num dia desses, o Jornal Hoje, da Rede Globo, fez uma reportagem mostrando que a dose correta de cálcio, pode reduzir a gordura do abdômen e, para a minha surpreza, a matéria apresentou uma senhora que perdeu quinze quilos com uma dieta à base de leite e queijo, ou seja, rica em cálcio. Porém, no final, o repórter, alertou que para um bom resultado, é preciso que se ingira a dosagem certa de cálcio, de 1000 a 1200 ml/dia, nem mais, nem menos.</p>
<p>A partir do telejornal, reforcei minha antiga convicção: os excessos são prejudiciais, mas a dose certa, é sempre salutar. Tudo é bom e tudo é ruim, sem exceção. Água em pouca quantidade, mata, mas em grande quantidade, também. Assim acontece com a alimentação, com os exercícios físicos, com a proximidade com as pessoas. A propósito disso, um amigo que tem uma tese muito sábia, diz ele: amizade boa, acontece quando se tem a distância de um braço esticado&#8230; se você se aproxima menos que isto, é ruim, mas se afasta mais que isto, também. </p>
<p>Há quem se prejudique com muita razão e quem, ao contrario, tenha danos sérios na vida, por ser só emoção. Há quem sorria muito e seja de difícil relacionamento, mas há ainda quem seja tão sisudo que espante todo mundo. Por isso insisto: tudo que é demais, faz mal&#8230; qualquer extremo é patológico. Pra mim, isto deve ser levado em conta para se viver bem. Nada justifica o excesso e qualquer excesso é um princípio de obsessão.</p>
<p>O ideal é a dose certa, a boa medida, o bom tempero do que fazemos. Isto nos remete ao equilíbrio da vida, que em sua plenitude, não é tanto lá, nem tanto cá, é equilibrada.</p>
<p>Apesar disso, o meio termo, o equilíbrio ou a dose certa, como queiramos chamar esse ideal do bem viver, é um exercício muito complexo. Normalmente, as pessoas vivem mais confortáveis quando estão desequilibradas, ou equilibradas num ponto diferente do que seja o central. Por incrível que pareça, isto acontece. Existem pessoas que preferem se manter a alguns metros da linha central das questões mais tensas. Quem se coloca no meio, buscando um maior balanceamento, é rejeitado pelos dois pólos da balança, pois não pertence a nenhum dos dois pontos. Quem assim procede, é acusado de não ter lado, de não ter opinião, e de querer a amizade de todos. Quase sempre, quem procura contrapesar amizades, tensões, tendências e pontos de vista é quem consegue ver qualidades e defeitos dos dois lados e almeja a amizade mais do que discutir opiniões.</p>
<p>Procurar uma dose certa, ideal, equilibrada das coisas, passa a ser pecado mortal num mundo que se constrói em partidos, facções, linhas de pensamento e tendências, porque existem pessoas que preferem se ferir e se matar por conta de suas diferenças.</p>
<p>Quem procura a dose certa, não é quem procura a neutralidade. A neutralidade é, quase sempre, transvestida de omissão, que é, em todas as horas, maléfica e há formas difíceis, mas possíveis, de se manter em equilíbrio, sem se manter neutro. Basta fazer bom uso da coerência, da honestidade, da imparcialidade, do bom senso e da boa vontade.</p>
<p>Acredito que um dos grandes ensinamentos de Cristo seja o de viver equilibradamente, sem exageros, afinal, suas ações demonstraram isto&#8230; talvez o que o possibilitou ser tão ríspido no relato de Mateus 7.28, com uma mãe que o procurava para curar seu filho, ou tão tolerante no relato de Lucas 19.5, com um cobrador de impostos, desonesto, com quem foi almoçar. E o que dizer de como era exigente com Pedro, o apóstolo e, ao mesmo tempo, compassivo com Judas, que o traiu. </p>
<p>Jesus podia ver o bem e o mal das pessoas e o que as tornaria mais equilibradas em sua auto-estima, em sua fé. Jesus tinha a capacidade de puxar o desacreditado de sua amargura, assim como de resistir a falsa carência de um necessitado. Jesus queria que as pessoas que com ele estavam, percebessem, que o bem da vida está na capacidade de manter-se equilibrado entre a crença e a dependência, a força e a fraqueza, a ação e a espera, o saudável e o doentio.</p>
<p>Rev. Nilson.</p>
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		<title>Olhai os lírios do campo</title>
		<link>http://revnilsonjr.wordpress.com/2009/06/11/olhai-os-lirios-do-campo/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 13:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>revnilsonjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Enquanto aguardávamos para passar nossa compra no caixa de um supermercado, eu e minha esposa, notamos que uma senhora que estava à nossa frente – grávida e com dois filhos pequenos – selecionava o que ia levar. Alguns produtos iam para a cobrança e outros eram deixados no carrinho. Percebemos que o caso era financeiro&#8230; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=revnilsonjr.wordpress.com&blog=649764&post=359&subd=revnilsonjr&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://revnilsonjr.files.wordpress.com/2009/06/lirio-do-campo.jpg?w=497&#038;h=372" alt="lírio do campo" title="lírio do campo" width="497" height="372" class="aligncenter size-full wp-image-363" /></p>
<p>Enquanto aguardávamos para passar nossa compra no caixa de um supermercado, eu e minha esposa, notamos que uma senhora que estava à nossa frente – grávida e com dois filhos pequenos – selecionava o que ia levar. Alguns produtos iam para a cobrança e outros eram deixados no carrinho. Percebemos que o caso era financeiro&#8230; e, quando, finalmente terminou a ‘seleção’, fechou a compra e pagou com alguns trocados que tinha na bolsa. </p>
<p>Um dos filhos, de aproximadamente cinco anos, ao perceber que o pacote de bananas fora deixado, começou a chorar, exclamando alto: “a banana, mãe! A banana!”&#8230; aquilo cortou nosso coração. Imediatamente chamamos a senhora e dissemos que passaríamos o pacote de bananas, ao que ela e o menino nos agradeceram muito. O pacote custou pouco mais de um real!</p>
<p>Fatos assim, apesar de serem, quase sempre, invisíveis aos nossos olhos, acontecem frequentemente&#8230; debaixo de nosso nariz. Infelizmente, existem carentes de migalhas, que, todos os dias, caem de nossas mesas&#8230; sem que percebamos. Pessoas que passam por necessidades pequenas demais para considerarmos possíveis.</p>
<p>A vida urbana, ao contrário disso, nos faz olhar para outros lados. Somos atraídos pelas janelas que nos assediam em nossas ‘navegações’ pela internet&#8230; televisores, celulares, computadores de última geração e automóveis, muitos automóveis, dos mais diversos modelos e marcas, cada um mais sofisticado que o outro.</p>
<p>Temos nossa vida atormentada pela diversidade da cidade&#8230; e pelos seus vários encantos. Os supermercados com suas guloseimas, os shoppings com seus atrativos sem fim. As roupas, os sapatos, relógios, eletrodomésticos, eletrônicos, artigos de decoração, perfumes, cosméticos, cinemas, teatros, restaurantes e coisas afins. Tudo isto distrai nossa atenção, nos enchendo de um ‘sem fim’ de necessidades. </p>
<p>Isto nos leva à ansiedade! Nos faz precisar de mais&#8230; preparo, para sermos mais competitivos, dinheiro, para comprarmos mais, beleza, para seduzirmos mais e termos mais atenção, destreza, para chegarmos primeiro às melhores conclusões, inteligência, para melhor nos destacarmos.</p>
<p>Assim, corremos muito, sem nem saber aonde ir&#8230; somente pela excitação da velocidade, que nos faz mais rápidos que os outros, sem perceber os que vão pelas margens, sem condição, sem oportunidade, sem saúde, sem tudo o que os colocaria em pé de igualdade com o mundo feroz que os cerca.</p>
<p>Esse cenário nos faz lembrar das palavras de Jesus, descritas por Lucas (cap.12) ao tratar exatamente sobre este assunto dizendo: “&#8230;não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir (&#8230;) observai os lírios; eles não fiam, nem tecem. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.” Jesus advertia para que seus discípulos não entrassem nessa ‘roda viva’, nesse frenesi que contagia a sociedade, que distancia da vida, da essência, do principal.</p>
<p>Mais que isto, Jesus dizia, “olhem para os lírios”, para a simplicidade da vida, para a naturalidade e a fragilidade que é capaz de trazer paz, sossego, verdade, sentimento e sentido. E cá com meus botões, penso que ao recomendar “olhem para os lírios”, Jesus queria ponderava também, “olhem para aqueles que não têm ninguém por si, que vivem sós, desamparados, sem as condições que vocês têm, de se alimentar, de se vestir, de prosperar, de pensar e querer algo melhor do que possuem” &#8230; “olhem melhor para suas vidas, para o que estão fazendo com elas, para o exemplo que estão dando a quem vem depois, e o que estão construindo dentro de si”.</p>
<p>Rev. Nilson</p>
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		<title>A ilusão de Pasárgada</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 10:51:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>revnilsonjr</dc:creator>
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Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886. Depois de muitas idas e vindas, passando pelo Rio de Janeiro e Santos, Bandeira, em 1903, já residindo em São Paulo, se matricula na escola politécnica, pretendendo ser arquiteto, onde estuda, simultaneamente, desenho e pintura. Somente em 1912 é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=revnilsonjr.wordpress.com&blog=649764&post=356&subd=revnilsonjr&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://revnilsonjr.files.wordpress.com/2009/06/pasargada.jpg?w=497&#038;h=350" alt="Pasárgada" title="Pasárgada" width="497" height="350" class="aligncenter size-full wp-image-357" /></p>
<p>Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886. Depois de muitas idas e vindas, passando pelo Rio de Janeiro e Santos, Bandeira, em 1903, já residindo em São Paulo, se matricula na escola politécnica, pretendendo ser arquiteto, onde estuda, simultaneamente, desenho e pintura. Somente em 1912 é que começa escrever seus primeiros versos livres.</p>
<p>É dele um dos mais famosos poemas brasileiros&#8230; “Vou-me embora pra Pasárgada”. Pasárgada significa &#8220;campo dos persas&#8221; e é atualmente um sítio arqueológico na província de Fars, no Irã, situado 87 km a nordeste de Persépolis. Foi a primeira capital da Pérsia Aqueménida, no tempo de Ciro II da Pérsia, e coexistiu com as demais, dado que era costume persa manter várias capitais em simultâneo, em função da vastidão do seu império: Persépolis, Ecbátana, Susa ou Sardes. É hoje um Patrimônio Mundial da Unesco .</p>
<p>Mas para Bandeira, Pasárgada era uma terra fantasiosa, onde, de alguma forma, todas as suas frustrações e mazelas poderiam ser esquecidas ou superadas. No sonho dessa terra, o poeta deflagra suas utopias mais íntimas, reiterando o motivo desse desejo intenso de partir. Muitas alegações são colocadas&#8230; diz ele: “Lá sou amigo do rei”&#8230; “lá tenho a mulher que eu quero”&#8230; “aqui não sou feliz”&#8230; “lá a existência é uma aventura”&#8230; “e como farei ginástica”&#8230; “montarei em burro brabo, subirei no pau-de-sebo, tomarei banhos de mar! &#8230; e quando estiver cansado, deito na beira do rio”. E no seu iludido devaneio, justifica: “Em Pasárgada tem tudo, é outra civilização (&#8230;) tem telefone automático&#8230;”.</p>
<p>Segundo a crítica literária, Manuel Bandeira não tinha lá uma vida feliz. Seus problemas de saúde impediam que ele fosse &#8220;tomar banhos de mar&#8221;, e a realidade em si era algo deprimente. Pasárgada é um reino no qual ele pode ser feliz. O desejo de escapar da realidade foi o que consolidou Pasárgada, lugar no qual ele é amigo do rei, pode ter a mulher que ele quiser, terá mimos da infância (afinal, alguém vai contar histórias para ele), poderá praticar exercícios sem temer os problemas oriundos da tuberculose.</p>
<p>Mas não se pode julgar mal este poeta que encontrou em sua poesia uma solução transcendente para seus dilemas mais profundos&#8230; afinal, de alguma maneira, em algum momento, cada pessoa constrói uma Pasárgada para si&#8230; um país imaginário, ou mesmo real, onde as frustrações dos problemas diários encontram solução&#8230; um lugar para onde se deseja partir, ou fugir&#8230; mesmo que seja somente para ter a chance de deixar pra trás o que, supostamente, não é bom.</p>
<p>O cenário bíblico nos conta de uma pasárgada também&#8230; nos evangelhos, logo após o sacrifício de Cristo, dois de seus discípulos partem para uma pasárgada chamada Emaús – uma cidade próxima de Jerusalém. Era um momento difícil, triste e frustrante&#8230; o mestre Jesus, havia sido preso, mal tratado, humilhado, torturado e morto e todo o projeto de vida daqueles homens, aparentemente, havia caído por terra. </p>
<p>De algum jeito, cada pessoa, passa por momentos difíceis, desses em que se deseja partir. Normalmente, a visão da emoção, nessas horas, se volta para algum lugar que, diante da ansiedade e da aflição, torna-se ideal e, assim como no caso do poeta, a ilusão toma o lugar da razão criando oásis de felicidade e realização, mesmo que isto não corresponda com a realidade. </p>
<p>A esperança de viver melhor, longe de limitações e situações desagradáveis, para o poeta, estava em Pasárgada e para os discípulos de Jesus, o melhor lugar para estar naquele momento de decepção, era longe de Jerusalém, mesmo que fosse num vilarejo chamado Emaús. Mas a Pasárgada imaginária de Manuel Bandeira, nunca existiu de fato, assim como Emaús, era somente uma fuga da realidade dura e desafiadora. </p>
<p>É preciso tomar cuidado com a ilusão de Pasárgada, para não cair na tentação de deixar a Jerusalém da vida, que é simbolizada pela situação difícil, mas necessária para quem quer passar pela incrível experiência de ver Cristo ressuscitar, trazendo de volta a possibilidade da vida plena, de alegria,  sucesso e realização.</p>
<p>Rev. Nilson.</p>
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		<title>Um dia vou ter um sol!</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 14:42:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>revnilsonjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Minha esposa recomeçou sua vida docente após ser aprovada num concurso público. Dar aulas para crianças do ensino infantil é um ‘sonho de consumo’ para ela. 
Após a primeira impressão, veio a aproximação maior com os pequeninos – ela está num momento de estágio para se ambientar com os processos pedagógicos. Observando  a professora [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=revnilsonjr.wordpress.com&blog=649764&post=349&subd=revnilsonjr&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://revnilsonjr.files.wordpress.com/2009/05/sol-1.jpg?w=497&#038;h=372" alt="sol 1" title="sol 1" width="497" height="372" class="aligncenter size-full wp-image-353" /></p>
<p>Minha esposa recomeçou sua vida docente após ser aprovada num concurso público. Dar aulas para crianças do ensino infantil é um ‘sonho de consumo’ para ela. </p>
<p>Após a primeira impressão, veio a aproximação maior com os pequeninos – ela está num momento de estágio para se ambientar com os processos pedagógicos. Observando  a professora que, sabiamente, trata com a diversidade de personalidades do grupo de alunos, passou a formar dentro de si as personagens que fazem parte dele.</p>
<p>Existem lá os chorões, os briguentos, os que sabem se expressar, outros que, segundo ela, falam muito, mas ninguém entende o que dizem&#8230; uns precisam de assistência maior, outros são mais independentes, enfim, o que seria natural numa turminha de crianças com idade média de quatro anos.</p>
<p>No segundo dia, ela percebeu um detalhe&#8230; melhor, dois&#8230; dois “bebezinhos” ainda, deficientes visuais, o que muito a consternou. Contou que um deles é emburrado, quieto e de trato mais difícil, enquanto que o outro é sorridente e brincalhão. Disse que as professoras das “classinhas”, têm um jeito especial com ambos e sabem tratá-los com naturalidade, desafiando-os à vida que, certamente, é mais complexa para eles.</p>
<p>Mas uma cena especial fez doer seu coração&#8230; quando o menino mais extrovertido, num dos momentos de brincadeira com os amiguinhos, exclamou alto e, aparentemente, sem motivo: “Um dia vou ter um sol!”.</p>
<p>Quando ouvi esta pequena história, que me comoveu muito, comecei a pensar como o menino pôde falar aquilo&#8230; sem perceber a dimensão do impossível que tocou e, ainda que tenhamos fé e saibamos que diante de Deus sua deficiência pode se reverter, é impactante imaginar qual sentimento o levou a dizer aquilo.</p>
<p>É a esperança! Concluí. A mesma esperança que faz aquecer o coração dos que olham para a realidade, sem ver saída para o seu problema&#8230; do faminto que sonha com a possibilidade de se alimentar, com o desabrigado que se infla na certeza que poderá reconstruir seu lar&#8230; do desprotegido que espera pelo socorro na hora da angústia.</p>
<p>Mais que esperança, a afirmação daquele menino tem a ver com um sonho&#8230; que o faz ter o prazer antecipado do que ainda não é possível&#8230; num exercício de consolo e conforto que o faz superar a desolação.</p>
<p>Mais que isso tudo, é Fé! É essa certeza que o improvável um dia se tornará realidade, que o impossível se tornará possível, que o inexistente virá, inexplicavelmente, a existir e, acima de tudo, que vale a pena viver, sorrir, querer&#8230; mesmo sem ver o sol que todos vêem, mesmo sem ter a luz tão necessária para se guiar, mesmo que haja uma esperança diferente de que se o sol de todos não for possível, haverá um sol a brilhar na escuridão de suas limitações&#8230; um sol, mesmo que seja só seu, e que somente ele possa ver. </p>
<p>Quem dera tivéssemos também essa fé transcendente, declarada por aquele garoto&#8230; quem dera tivéssemos a alegria da espera, mesmo que fosse de algo improvável, ou mesmo impossível, quem dera pudéssemos nos encher de uma esperança maior do que nossa possibilidade, para poder sorrir, viver e sonhar diante do sentimento mais desafiador da vida, a fé.</p>
<p>Rev. Nilson. </p>
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